Alzheimer: como o CBD atua nas fisiopatias da patologia

Por alcançar múltiplos receptores, CBD é bom candidato a fitoterápico multimodal para prevenção e melhora nos quadros de pacientes com distúrbios neurodegenerativos como Doença de Parkinson e Mal de Alzheimer

Comemorado no dia 21 de setembro, o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer ajuda na divulgação de informações sobre sintomas, formas de tratamento, prevenção e aconselhamento aos cuidadores e familiares dos pacientes deste que é o tipo mais comum de demência. Estima-se que, apenas no Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência e 100 mil novos casos são diagnosticados a cada ano. 

Os efeitos antipsicóticos do canabidiol, substância encontrada na cannabis sativa, podem auxiliar no tratamento dos sintomas em pacientes com doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, melhorando a qualidade de vida inclusive de seus cuidadores. “A indicação clínica para o uso de canabidiol busca a estabilização do comprometimento cognitivo e, à medida do possível, da realização das atividades da vida diária”, explica a médica Mariana Maciel, da Thronus Medical. “Como o CBD atua em múltiplos receptores com um mínimo de efeito adversos, o tratamento à base da substância é ótima opção como droga multimodal para o Alzheimer e distúrbios neurodegenerativos”, explica. 

Nas últimas décadas, o canabidiol tornou-se objeto de muitos estudos, revelando um amplo espectro de propriedades farmacológicas como ação analgésica e imunossupressora para o tratamento dos sintomas recorrentes da doença[1]. Segundo Dra. Mariana, isso acontece pois o CBD atua diretamente nas duas fisiopatias bem conhecidas do mal de Alzheimer: o acúmulo extracelular de proteínas beta amiloide (Aβ) e emaranhados neurofibrilares (NFTs), causados pela agregação das proteínas tau hiperfosfórica[2].

 

“Deve-se também levar em consideração os efeitos antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos do canabidiol, que contribuem para a melhora da qualidade de vida dos pacientes com Alzheimer”, explica a médica. “Os sintomas neuropsiquiátricos na demência impactam profundamente na qualidade de vida dos pacientes e na de seus cuidadores, já que podem envolver agressão, ansiedade ou psicose, entre outros sintomas, que indiretamente impactam na vida do profissional encarregado pelo doente”, completa. 

Nanofármacos: a solução para problemas de absorção 

Desde abril de 2022 disponíveis para importação para o Brasil, a evolução de fármacos à base de cannabis têm sido um aliado nos tratamentos de diversas patologias. A partir da dificuldade de absorção dos óleos de CBD encontrados hoje no mercado, já que cerca de apenas 6% do CBD convencional e 8% do THC convencional alcançam a circulação sistêmica após ingeridos, a Thronus Medical desenvolveu a Power NanoTM, que garante uma absorção efetiva desses fitocanabinóides até 10 vezes maior. 

A tecnologia com base na nanofármaco desenvolvida pela empresa capitaneada pela médica Mariana Maciel, brasileira de Minas Gerais radicada em Vancouver, é revolucionária porque torna possível a redução de partículas de cannabis a cerca de 17 nanômetros, além do encapsulamento dessas moléculas em uma solução hidrossolúvel — algo até então inédito no mercado farmacêutico. O resultado é a potencialização na absorção e, com isso, maior eficiência dos princípios ativos dos fármacos.

 

[1] (Zuardi, 2008; Izzo, 2009)

[2] (Kumar et al., 2018; Premolia et al., 2019)

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